Objetivo: foco na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que se tornam mais frequentes com o envelhecimento.

O papel do

médico geriatra

O médico geriatra tem um papel central na coordenação da saúde do idoso. Entre as suas funções destacam-se:

  • Avaliação global da saúde, incluindo funções físicas, cognitivas e emocionais.
  • Monitorização de doenças crónicas, como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca ou osteoartrite.
  • Prevenção de complicações, quedas e fragilidade.
  • Gestão de polimedicação, evitando interações e efeitos adversos.
  • Orientação sobre alimentação, exercício físico e hábitos de vida.
  • Encaminhamento para outras especialidades, sempre que necessário.
  • Promoção da autonomia e qualidade de vida.

O acompanhamento geriátrico é, portanto, personalizado e multidimensional, reconhecendo que a saúde do idoso depende de múltiplos fatores interligados.

Alterações comuns

com o envelhecimento

Com o avançar da idade, o organismo sofre alterações naturais que podem afetar diferentes sistemas:

Sistema cardiovascular

Maior rigidez dos vasos, aumento do risco de hipertensão e problemas cardíacos.

Sistema músculo-esquelético

Perda de massa muscular (sarcopenia), fragilidade óssea e maior risco de quedas.

Sistema neurológico

Alterações cognitivas, memória, atenção e risco de demência.

Sistema digestivo

Menor absorção de nutrientes e alterações no trânsito intestinal.

Sistema sensorial

Alterações da visão e audição.

Função imunitária

Diminuição da resposta imunológica, aumentando a vulnerabilidade a infecções.

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Principais áreas de avaliação geriátrica

A avaliação geriátrica é multidimensional e inclui diferentes componentes:

Análise de mobilidade, força muscular, equilíbrio, estado cardiovascular e respiratório.

Rastreios de memória, atenção e funções executivas.

Identificação de sinais de depressão, ansiedade ou isolamento social.

Monitorização de peso, índice de massa corporal e ingestão de nutrientes essenciais.

Análise do suporte familiar, redes sociais e condições de vida.

Cuidados especiais em geriatria

Cuidados especiais

em geriatria

Polimedicação e

gestão de medicamentos

Com o envelhecimento, é comum a necessidade de tomar múltiplos medicamentos. A polimedicação pode aumentar o risco de interações, efeitos adversos e perda de adesão ao tratamento.
O acompanhamento geriátrico permite:

Rever a lista de medicamentos regularmente.

Ajustar doses e horários para maior segurança.

Identificar potenciais interações.

Educar sobre a importância da adesão ao tratamento.

Encontre respostas rápidas às questões mais comuns

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às questões mais comuns

A geriatria coloca uma forte ênfase na prevenção e promoção da saúde, de modo a prolongar a autonomia e a qualidade de vida. Entre as medidas preventivas destacam-se:

  • Exercício físico regular, adaptado às capacidades do idoso, para melhorar força, equilíbrio e mobilidade.
  • Alimentação equilibrada, rica em nutrientes essenciais, vitaminas e minerais.
  • Monitorização e controlo de doenças crónicas.
  • Vacinação, incluindo gripe, pneumonia e outras infecções comuns.
  • Avaliação e prevenção de quedas, através de adaptações ambientais e treino de equilíbrio.
  • Promoção de saúde mental, prevenindo isolamento, depressão e ansiedade.

O objetivo é minimizar o impacto do envelhecimento no dia a dia, promovendo autonomia e independência.

O acompanhamento geriátrico envolve frequentemente a colaboração com outras áreas da saúde, incluindo:

  • Medicina Geral e Familiar, para coordenação de cuidados.
  • Nutricionistas, para suporte alimentar adaptado.
  • Psicólogos, para apoio emocional e cognitivo.
  • Fisioterapia e reabilitação, para manutenção da mobilidade e prevenção de quedas.
  • Otorrinolaringologia, oftalmologia e cardiologia, conforme necessidades específicas.

A abordagem multidisciplinar garante uma visão global da saúde do idoso, promovendo decisões informadas e integradas.

O acompanhamento geriátrico permite:

  • Detectar precocemente alterações de saúde.
  • Minimizar complicações relacionadas com doenças crónicas.
  • Preservar autonomia e independência.
  • Melhorar a qualidade de vida física e emocional.
  • Promover hábitos de vida saudáveis adaptados à idade.
  • Coordenar cuidados com diferentes profissionais de saúde.

O acompanhamento contínuo e holístico é fundamental para uma vida mais ativa, saudável e com segurança, mesmo na presença de múltiplas condições crónicas.